A dor da perda pode se tornar patológica quando a realidade passa a não ser aceita,
e o enlutado deixa de lado sua própria vida para viver de lembranças.
A perda de prazer, da criatividade, do apetite, o aparecimento de doenças e a dificuldade
em retomar a vida normal são os principais indicativos de que as coisas não vão bem.
"O luto e o entristecimento é um processo natural. O que não é normal é a depressão pós-perda.
A pessoa fica entregue à morte do outro e pode até ter idéias de suicídio com a intenção de se juntar ao outro",
afirma o presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria e chefe da psiquiatria da UNIFESP
(Universidade Federal de São Paulo), Miguel Roberto Jorge.
A maneira mais saudável de encarar a perda, de acordo com a psiquiatra Eva Zoppe, do Departamento de Psicoterapia
do Instituto de Psiquiatria da USP, é saber que a morte levou apenas o "físico" da pessoa querida.
"A representação da pessoa que se foi existe dentro do psiquismo de cada um e isso nunca poderá ser
tirado dela.".